O Instituto de Oftalmologia de Manaus (IOM) , foi fundada pelos acadêmicos Cláudio Chaves e Jacob Cohen. Quando estes voltaram da residência, depararam-se, com uma demanda reprimida na área oftalmológica, em Manaus. Os poucos oftalmologistas que existiam não atendiam no Sistema Público, somente no particular. Existiam casos de pessoas que pagavam a consulta e só conseguiam vaga depois de seis meses, ou seja, só quem tinha um poder aquisitivo maior poderia fazer tratamento oftalmológico e quem não podia tinha que juntar dinheiro o ano todo para consulta e, como já foi mencionado, a vaga não era garantida. Chegava-se ao absurdo de ser pago tratamento fora de domicílio, pelo INPS (o órgão da Previdência Social à época) para procedimentos simples, como por exemplo cirurgia de pterígio.

A primeira clínica de olhos foi idealizada por ambos doutores, passando a trabalhar com o Sistema Público, passando de aluguel para compra do imóvel em meados de 1976, quando adquirido o imóvel contíguo nº 1.633 e em 1978, o terreno nº1.613, foi lançada a pedra fundamental do IOM.

Em 1980, foi inaugurada a primeira clínica de extensão, em Parintins. Em 1981, foi inaugurada a sede do IOM e a segunda clínica de extensão em Tefé.

Em 1982, foi implantada a técnica de cirurgia extracapsular da catarata com implantação de lente intraocular, sendo o segundo centro de referência dessa técnica no Brasil, por meio do intercâmbio científico com o grupo pioneiro da Oftalmo-Clínica de Botafogo no Rio de Janeiro.

Em 1983, foi implementado o transplante de córnea, tanto com córneas obtidas na localidade quanto com tecidos recebidos dos Bancos de Olhos do Lions Clube de San Diego, Califórnia, USA. Até o presente momento, mais de mil e quinhentos transplantes foram realizados, sendo a quase totalidade em pacientes do SUS.

Em 1984, foi lançado o Programa para o Cuidado Primário dos Olhos, com a edição de uma cartilha para médicos generalistas e líderes comunitários fazerem triagem dos pacientes onde não havia médicos. Este trabalho foi realizado em convênio com a Secretaria de Saúde do Estado. Ainda neste ano, foram feitos os primeiros trabalhos sobre Oncocercose e Lepra Ocular.

Em 1988, foi iniciado o Programa de Residência Médica, credenciado pelo MEC, em convênio com a Universidade Federal do Amazonas o primeiro na Amazônia - , iniciando com duas vagas.

Em 1992, a estrutura do IOM deu suporte para o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) realizar em Manaus o X Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira, tendo como presidente o Dr. Cláudio Chaves e como Secretário, o Dr. Jacob Cohen.

Em 1993, o IOM teve credenciado pelo CBO o seu Curso de Especialização em Oftalmologia, conveniado com a Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Em 1994, o Dr. Cláudio Chaves defendeu a tese de Doutorado sobre Oncocercose Ocular na Amazônia Brasileira na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Em 1996, o Dr. Jacob Cohen defendeu a tese intitulada : Estudos Epidemiológicos das Alterações Oculares em Hansenianos do Amazonas na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ainda em 96, o Dr. Cláudio Chaves desenvolveu estudos da técnica Alfa-Eight Corneal Suture no Center for Eye Research, em Boston, USA, para obtenção do título de Post-Ph.D.

Em 1997, o Dr. Cláudio Chaves apresentou estudos sobre Anátamo Patologia do Pterígeo, na Tufts University, em Boston, USA, para obtenção do título de Fellow in Córnea.

Em 1999, em parceria com a EPM, o IOM iniciou os mestrados profissionalizante e acadêmico, em oftalmologia.

Em 2000, o Dr. Cláudio Chaves realizou curso de Pós-Doutorado no Departamento de Oftalmologia da EPM/UNIFESP, desenvolvendo estudos sobre Anátomo-Patologia Ocular.

A partir de 2000, o IOM ampliou o Programa de Extensão para 15 clínicas no interior do Amazonas (cidades pólo por calhas de rios), a saber: Itacoatiara, Maués e Parintins (Rio Amazonas); Manicoré e Humaitá (Rio Madeira); São Gabriel da Cachoeira (Rio Negro); Manacapuru, Coari, Tefé, São Paulo de Olivença e Tabatinga (Rio Solimões); Benjamin Constant (Rio Javari); Eirunepé (Rio Juruá); Lábrea e Boca do Acre (Rio Purus), e adquiriu 3 unidades móveis para atender na periferia de Manaus e nos municípios circunvizinhos.

Em 2001, foi apresentado, em Buenos Aires , no Congresso Panamericano de Oftalomologia, o resultado da pesquisa sobre Tracoma nos Indígenas do Município de São Gabriel da Cachoeira no Alto Rio Negro. Este estudo foi escolhido pela Associação Panamericana de Oftalmologia (APO) como o melhor trabalho da língua portuguesa, o qual leva a assinatura dos Drs. Ana do Carmo, Cláudio Chaves e Jacob Cohen, do IOM, juntamente com Fernando e Rubens Belfort, da EPM.

Vinte e sete anos depois, o Amazonas tem 82 oftalmologistas, Residência Médica credenciada pelo MEC., com duração de 3 anos; Curso de Especialização em Oftalmologia credenciado pelo CBO; Mestrado Profissionalizante e Acadêmico credenciados pela CAPES; Programas de pesquisa e extensão. Enfim, uma oftalmologia nivelada aos padrões dos centros de excelência, em grande parte devido ao trabalho desenvolvido no IOM.

Hoje o IOM conta com 12 oftalmologistas no corpo clínico, oferece 3 vagas de Residência Médica do MEC, 5 vagas no Curso de Especialização em Oftalmologia do CBO e 2 vagas nos Cursos de Mestrado, conveniados com a EPM. Possui instalações adequadas, equipamentos com tecnologia de ponta para, inclusive, procedimentos de alta complexidade e realiza trabalhos de pesquisa e programas de extensão em Manaus e em 21, dos 61 municípios do interior do Amazonas.

 

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